Estou aqui em casa neste momento, pensando um pouco sobre quanta futilidade nós, seres humanos, temos adquirido e quantas temos usufruído, algumas sem lucro algum para nossas vidas e simplesmente gastam o suado dinheiro do trabalhador: É a roupa nova que muitos deixam dentro do roupeiro (ou guarda-roupa) e não usam mais porque não está mais na moda; É a tv que tem a tela plana que queremos comprar porque é diferente da outra que temos; É a caneta que escreve como a esferográfica simples que temos, mas é mais bonita e cara, e então eu compro; cadernos com fulano ou fulana na capa e por isso são mais caros; na volta às aulas, o que vemos de ilusão na cabeça das crianças não está no gibi e outras tantas e tantas futilidades que vemos por aí que aos poucos somos convencidos a comprar.
Você pode estar pensando assim: “Mas que chato esse Jailson, parece que é contra tudo!”. Respeito a sua opinião, mas preciso dizer uma coisa importante: “Você está sendo enganado(a)!” Pense comigo, por que tenho que seguir o jeito de vestir de pessoas que eu nem conheço, que não me prestam favor nenhum, que não estão nem aí para minha vida? Por que se a minha calça jeans rasgar e eu sair com ela para o centro da cidade as pessoas vão achar estranho e o artista x aparece num desfile com uma calça toda remendada (com mais rasgões do que a minha, até) e está na moda?
A televisão de tela plana não faz milagres, não aumenta meu salário e nem o teu (a não ser que você seja vendedor ou vendedora de tv e ganhe uma grana extra por vender tv de tela plana) e funciona da mesma forma que a antiga da minha casa e da sua mas, mesmo assim, muitos de nós se matam para comprar a tal tv.
Muitas crianças devem pensar que a capa do carderno é que fornece a inteligência necessária para avançar a série seguinte. Pois são os cadernos com preços absurdos os mais procurados. Pôxa, eu sou de uma época em que os cadernos eram doados pelos CIEP’s (eu estudei da 5ª série em diante num CIEP), eram aqueles cadernos com aparência de papel encardido, mas eram os cadernos que eu usava e não me prejudicaram em nada no decorrer do ano escolar.
Vamos parar com futilidades, pessoal! Vamos valorizar o que temos, o mais barato nem sempre é o melhor, mas quase nunca é o pior também. A moda só quer afastar mais os pobres dos ricos. Não vale a pena gastar mais se posso gastar menos. O sistema quer nos alienar!
Depois não adianta reclamar!
Quantas pessoas reclamam por aí da comida que comem, já escutei reclamações como “Pô, só arroz, feijão e ovo?”; “Eu não como se não tiver carne!” e tantas e tantas outras. Mas algumas pessoas só queriam ter algo para comer, para matar a maldita fome que rói em seus corpos de minuto a minuto, quem sabe poder comer aquele restinho de arroz que muitos costumam deixar no prato ao final da farta refeição. Lembre-se: “de grão em grão a galinha enche o papo” diz o ditado. Se você deixa 10 grãos de arroz por dia no seu prato, em 100 dias você deixou 1000 grãos que poderiam ser de uma pessoa que padece de fome.
A imagem que eu coloquei nesse post é para tentar mostra a futilidade de tantas coisas que temos enquanto que, para tantos e tantas, faltam o necessário… É de cortar o coração, mas a verdade não pode ser escondida… Não por mim…
Olhe para trás antes de fazer uma reclamação sobre sua comida, sua roupa… Olhe para o seu próximo, olhe para o que precisa… Olhe para foto acima e pense denovo…
Agradeça a Deus pelo seu dia e peça a Deus pelo dia dos outros.
Um abaraço a todos!
“O que sobra na tua casa não é teu, mas do teu irmão que precisa lá fora!”